Consciência – Breve Ensaio

Parte II

Quase sempre a vida caminha para que possamos alcançar mais um degrau da consciência do que somos; porque somos e como somos.
Enfim: o autoconhecimento.
Sempre que me percebo diante de uma grande conquista nesse sentido sou desafiada a ir um pouco mais longe. Essa é a grande motivação de viver: buscar mais e mais, ir além dos próprios limites e ser feliz durante essa busca incessante.
Você pensou que falo da busca da paz e a felicidade??
Imagine!!!!

A paz e a felicidade é para agora, já. A busca é de valores, não de felicidade.

Se pautarmos a busca na nossa culpa e medos, com certeza, não chegaremos a lugar nenhum! Para buscar temos que estar felizes!
Buscar é, antes de tudo, sair do lugar, sair da zona de conforto, aventurar-se no desconhecido, caso contrário, para que serviria? Para sair do lugar é preciso um espaço na dor, no desânimo, na tristeza. E como achar esse espaço?
Parece impossível.
Não tem nada mais irritante do que ouvir:
– “Vai passar” “Vamos! Ânimo!” “Você precisa lutar para sair desse estado de tristeza”
Ouvimos essa frases convencionais que só nos levam a achar que quem a profere é, no mínimo, um insensível. (pode ser também um idiota, um chato….)
Não é simples erguer a cabeça e achar folego para continuar.
Mas é possível, sabia?
Pense que a emoção ruim que você está sentindo (culpa, medo, tristeza, ansiedade) vai continuar aí com você, portanto, olhe bem pra ela e perceba que a única possibilidade real de se livrar disso é “sair da paralisia viciante”.
Certo dia eu estava com um problema chatíssimo, que muito me entristecia. Passava os dias de arrasto, sem identificar uma única solução possível.
Nessa época eu era diretora de escola e tinha uma professora que sabia do meu problema. No intervalo do período noturno caminhávamos juntas ao redor da escola.
Todo dia era a mesma ladainha, eu atualizava a Ana, professora amiga, sobre as minúcias do acontecimento e perdia-me em lamentações.

Um dia, no auge da autoflagelação, eu disse a Ana que não iria aguentar, iria acabar morrendo de tanta tristeza – sempre fui muito dramática, convenhamos. Ana, a paciente amiga, parou de caminhar, respirou fundo, olhou bem para mim e disse:
– Então morra, mas morra de pé.
Naquele momento iniciei a minha melhor caminhada sobre autoconhecimento. Percebi em mim, a vitimização.
Vitimização: 1. Ação ou resultado de vitimizar(-se): Tinha sempre necessidade psicológica de vitimização.
2. Transformação em vítima; postura de vítima.

Saí da paralisia viciante!

Desenvolvia, eu, esse processo como forma de “esconder” a minha culpa; a minha responsabilidade comigo e com tudo o que acontece ao meu redor.
Sendo vítima dessa ou daquela situação, desse ou daquele indivíduo, eu poderia transferir a responsabilidade, e mais do que isso, a iniciativa de uma tomada de decisão que sanasse o problema!
Auto sabotagem pura!!!

Saia da paralisia do medo, da culpa, ela lhe transforma em vítima.

Ela lhe transforma em um pessoa dependente de outras e de circunstâncias.

Você é o seu Grande Criador!

Só existe uma única pessoa que pode e deve fazer você feliz. É você mesmo!

Motivação, busca, aventura, combinam com culpa e medo???
Pois é!

Exatamente isso; crescimento e descobertas exigem de nós um “muito” de felicidade. Parece incoerente, não é?
Você já parou para refletir sobre seus medos? Já percebeu que o medo traz, escondido ou camuflado, processos de culpa?
Medo, em geral, nasce da culpa.
Vamos, juntos, refletir sobre processos de culpa que podem estar no inconsciente de cada um?
Conquiste o seu mais alto grau de consciência dia a dia, mergulhe nas suas verdades mais escondidas, sem medos e ria muito, mas muito, de si mesmo.
Falaremos sobre culpa e medo: seus processos e armadilhas na próxima postagem.

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"Tratando as pessoas como elas são, tornamo-las piores; tratando-as como devem ser, ajudamo-las a se tornarem o que elas são capazes de ser." | Goethe

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