Todo indivíduo possui várias portas no seu campo emocional que permite ao outro “entrar” e transmutar comportamentos que já estejam enraizados.
Independente do outro ou da transmutação ser ou não ser boa devemos considerá-la necessária, pois entrou.
Geralmente passamos por essas portas, influenciando e sendo influenciados por pessoas, através de atos cotidianos e na maiorias da vezes, de maneira intuitiva ou instintiva.
Essa é a rotina dos relacionamentos pessoais ou profissionais quando ocorridos ao “acaso”.
A questão proposta nesse artigo é justamente dar uma direção nesse “acaso” de maneira a tomarmos as rédeas dessas transmutações, direcionando-as para o objetivo que queremos alcançar.
Pode parecer uma coisa de louco, um pouco trabalhoso demais e gerar algumas afirmações como:
1- Não tenho tempo para isso.
2 – É muito complicado
3 – Não posso mudar o meu destino
4 – Não consigo. (essa é a pior de todas)
Deixemos essas afirmações de lado porque elas são a imagem da negligência pessoal e são trancas terríveis de portas maravilhosas que nos dão acesso ao que mais queremos.
E por falar em o que mais queremos – você já traçou, refletiu e documentou o que você mais quer da SUA VIDA? Já aproveitou uma sugestãozinha básica que vemos a todo momento no mundo empresarial chamado Visão, Missão e Valores?
Não?
Acredite esse pode ser o primeiro passo para facilitar o direcionamento da SUA VIDA.
Após definir de maneira clara, para você mesmo, afinal você é a pessoa mais importante para o seu mundo; decida o que quer para a sua vida, o que entende por vida e quais são os valores e crenças que acredita e respeita, assim poderemos passar para o segundo passo: o AUTOCONHECIMENTO.
Maravilha!!! Autoconhecimento de novo!!
Essa palavra já está até saindo da mídia tamanha a banalidade com que é tratada.
Proponho um AUTOCONHECIMENTO real, lembrando que para se alcançar o autoconhecimento é necessário ter conhecimento.
Conhecimento é bom e não ocupa lugar, já dizia minha avó.
Vou contar um segredo; o conhecimento em questão não é o formal, de escolas, universidades, mestrados, doutorados ou qualquer outro que o valha.
Precisamos do conhecimento de VIDA VIVIDA.
É necessário sentir o outro, observar e pensar, sistematicamente, nas ações e reações das pessoas que passam pela nossa vida a fim de identificar, elaborar e consolidar nossos valores e crenças para exercitar uma profunda compreensão do ser humano.
Para que?
Ora, para compreender a nós mesmos!
Como sou, porque sou e para que sou, isso é AUTOCONHECIMENTO. Simples, não é?
Retomando para uns ou continuando para outros:
“Todo indivíduo possui várias portas no seu campo emocional que permite ao outro “entrar” e transmutar comportamentos que já estejam enraizados.
Independente do outro ou da transmutação ser ou não ser boa devemos considerá-la necessária, pois entrou. ” (trecho desse mesmo texto)
Podemos concluir que:
1 – Possuímos várias portas emocionais.
2 – Tomamos ciência de quais são essas portas pelo autoconhecimento.
3 – Conhecer profundamente a nós mesmos implica em estudar profundamente o outro, lembrando que só vejo o que conheço, portanto,só vejo no outro o que tenho em mim.
4 – Para pertencer, entrar, participar da vida do outro precisamos passar pela porta dela através do conhecimento.
5 – Toda influenciação ou emoção sofrida por nós recebeu o nosso consentimento para que pudesse existir, pois entrou pela porta que deixamos aberta.

6 – A argumentação de que portas foram fechadas ou escancaradas através de experiências vivenciadas na infância ou adolescência deverão ser usadas com cautela por indivíduos com acesso ao conhecimento formal. O conhecimento e as fontes de pesquisas estão fartamente distribuídas e com livre acesso, possibilitando aos indivíduos buscarem ferramentas eficazes para solucionar possíveis conflitos vivenciados nessas faixas etárias.

 

“A questão proposta nesse artigo é justamente dar uma direção nesse “acaso” de maneira a tomarmos as rédeas dessas transmutações  que direcionando-as para o objetivo que queremos alcançar. ” (trecho desse mesmo texto)

 

A imposição, focada e responsável, de uma  direção ao “acaso” pode e deve ser feita através da aprendizagem do que é VIVER.

Chega de fugirmos da vida com excessos de compromissos que vão do nada a lugar nenhum.

Chega de acusarmos o “sistema” pela nossa insanidade.

Chega de entupirmos a nossas crianças com pseudo-saberes preparando-as para um futuro de poder pré-concebido por uma sociedade consumista, tirando delas o direito de serem crianças, brincarem, descobrirem o que for importante para a vida delas e decidirem na vida adulta o que querem pra si.

Chega de correr pra lá e pra cá, sem tempo para rir, andar na chuva, amar de graça, perceber o colorido dos dias e os cheiros das noites.

Tomemos as rédeas de nossas emoções abrindo e fechando as nossas portas emocionais segundo nossas necessidade e a nosso bel prazer.

Complicado?

Não. É simples.

É necessário ter tempo e vontade de ficar só, sentir o que tiver que sentir com coragem, e, principalmente ser sincero e objetivo consigo mesmo.

Nesse processo não cabe a “sinceridade” de dizer ao outro quais são os obstáculos e/ou deficiências dele com a desculpa de ser verdadeiro. Não vale ditar regras ou vomitar pareceres sobre a vida alheia deixando subtendido que só o que pensamos e acreditamos seja certo e verdadeiro.

E, também, não vale bater em retirada diante da perspectiva de viver em sociedade, no nosso meio, com as pessoas que estejam de alguma maneira ao nosso redor.

Transformarmo-nos em uma ilha ou ilhar o outro não vai dar a nós a sagrada oportunidade da aprendizagem do famosérrimo AUTOCONHECIMENTO.

Chega de preguiça!

Vamos à luta!

A felicidade e a paz é logo ali. Sucesso é ser feliz, não é?

 

 

Maria Inês de Campos

Vivedora e Coach

Author

"Tratando as pessoas como elas são, tornamo-las piores; tratando-as como devem ser, ajudamo-las a se tornarem o que elas são capazes de ser." | Goethe

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