A História já reconhece que a evolução tecnológica ocorrida nos últimos anos é um feito extraordinário e sem precedentes. Tal feito já é de conhecimento público. O que não é conhecimento público porém é o fato de que essa mesma evolução foi responsável por uma mudança radical na forma de se entender as leis que regem a realidade das nossas vidas.

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        Tal mudança encontra-se na figura do observador dos experimentos científicos. No paradigma científico mecanicista o observador é um agente passivo e não desempenha nenhum papel relevante.

Porém o avanço tecnológico revelou que o observador interfere nos resultados de acordo com a sua intenção e suas expectativas.

Isso faz dele (o observador) a figura central de todo o processo ao ponto de Max Planck (físico ganhador do prêmio Nobel de física em 1918) defini-lo como “mente consciente e inteligente” e de “matriz da matéria”. Em outras palavras tudo o que existe só existe porque há um observador ciente.

Mas se assim é, aquele que personifica um certo observador deve sua existência a um segundo observador. Este deve a sua existência a um terceiro, este a um quarto e assim por diante. Como solucionar a questão da regressão infinita ? Apenas um observador com a capacidade de observar a si próprio pode resolver a questão. Observar a si mesmo, saber que sabe, numa palavra: ter consciência.
Como a palavra cosmo significa tudo o que existe, tudo o que existiu e tudo o ainda vai existir, a expressão consciência cósmica pode ser entendida como a essência da existência, ou Deus para as tradições religiosas.

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O homem é o único ser vivo que acredita em Deus. Muitos não sabem, mas o nome científico do ser humano é Homo sapiens sapiens: O homem que sabe que sabe. Não é por acaso que a característica que nos distingue dos outros seres vivos é a mesma que nos leva intuitivamente a buscar nossa essência divina.

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"Tratando as pessoas como elas são, tornamo-las piores; tratando-as como devem ser, ajudamo-las a se tornarem o que elas são capazes de ser." | Goethe

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